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riscos_e_rabiscos

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Que dia enguiçado!

Estava desesperada para chegar a casa, ao conforto do lar. Hoje parecia uma sexta-feira, uma sexta-feira treze, um dia daqueles em que não devíamos MESMO pôr um pé fora da cama. E mesmo assim, não sei.

 

Hoje foi dia daquela escola, por isso, tenho de atravessar Lisboa de uma ponta à outra. A greve não me ia afectar porque não entrei à hora de ponta matinal e nem precisava do Metro para lá chegar. Supostamente, seria um dia regular, sem ocorrências extraordinárias. Mas eu disse supostamente...

 

Saí de casa mais cedo uns minutos do que aquilo que é necessário. Desci a rua e esperei que o sinal ficasse verde para os peões. Enquanto aguardava vejo passar um autocarro... dois autocarros... três autocarros... quatros autocarros...! Pronto, estou tramada! Agoara quantas horas vou ficar à seca, se já passaram todos os autocarros que costumam passar a esta hora, mas espaçados de cinco em cinco minutos? Mas até que a espera não fui muito má porque lá apareceu outro, desgarrado.

 

Chego à paragem do meu segundo autocarro e vejo montes de gente. Estranhei mas pensei que fosse devido à greve, apesar da hora.  Começam a passar, 10 minutos, 20 minutos, 30 minutos... e eu a dizer mal da minha vida. Não passava nem o meu autocarro nem outro qualquer! Mas que raio, o que passa?! Nada mais nada menos do que um choque de automóveis entre duas abéculas, que ainda por cima não se entendiam, numa rua onde só há um sentido de trânsito e estava tudo engarrafado! Fokas!

 

Com um grande milagre, porque o último semáforo esteve do meu lado, consegui apanhar o meu terceiro autocarro e chegar à escola com cerca de 10 minutos de antecedência. Engoli o meu almoço (lembram-se que as gajas não me dão almoço?) e comecei a minha jornada.

 

Saí à hora de sempre e apanhei o autocarro de sempre. Entro, sento-me e assim que passamos a paragem a seguir à minha... PUUUUUMMMMMM! O autocarro é obrigado a fazer uma travagem brusquíssima! Um filho da p* não respeitou a sinalização e atravessou-se à frente do autocarro. O motorista teve de optar: ou batia no carro e matava o gajo ou travava bruscamente e sofria as consequências. Eu fui bater no banco da frente e as minhas coisas foram parar ao chão. Mas isto não foi nada, o grave foi um velhote que bateu com a cara nos bancos da frente e desatou a escorrer sangue do nariz e um outro que se ia sentar e com a deslocação da travagem, foi embater com a cabeça com toda a força no tablier do motorista e ficou ali estendido no chão.

 

Não vos digo a camada de nervos que apanhei. O INEM nunca mais chegava, e o filho da p* que provocou o acidente, para não arcar com as consequências da m**da que fez, pisgou-se a toda a velocidade. Mas lixou-se porque o motorista tirou a matricula.

 

Acidentados tratados, outro autocarro apanhado e lá vim eu para casa com uma "bola" no estômago para casa. Não me lembro de ter desejado tanto de chegar a casa rapidamente. Transportes públicos... bah!